quinta-feira, 25 de junho de 2015

Folkcom performa ‘Passeio com Sombrinhas’

No dia 11 de junho, segundo dia da Conferência Brasileira de Folkcomunicação, participantes e visitantes do evento foram convidados a participar também da performance “Passeio com sombinhas”, organizado pelo Coletivo à Deriva. Do Centro Cultural da UFMT, onde as sombrinhas coloridas foram expostas e disponibilizadas, o Coletivo à Dervia arrastou um grupo de pessoas com sombrinhas para fazer um passeio pelo bosque do campus universitário.

“Sombras que passeiam” é uma performance coordenada por Maria Thereza de Oliveira Azevedo, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da UFMT e do Coletivo à Deriva.

A ideia da performance emergiu de discussões com alunos de pós-graduação e de graduação no âmbito do Coletivo. Entre as informações dos debates, a imagem recorrente, algo folclórica, de pessoas andando apressadas no campus da UFMT entre uma árvore e outra, procurando sombra para se proteger do Sol forte em Cuiabá.

Quintais - O debate trouxe para a pauta uma das experiências mais desastrosas no “desenvolvimento” da cidade de Cuiabá: a derrubada dos tradicionais quintais cuiabanos, que culturalmente equivalem à experiência de jardinagem de países da Europa e da Ásia como a reinvenção da natureza no espaço urbano.

Pouco ou nada pensados em termos urbanísticos, os quintais, com suas sombras, vêm sendo dizimados na medida em que residências são transformadas em espaços de novos negócios, principalmente no Centro e nos bairros do entorno.

“Passeio com sombrinhas” foi concebido como crítica à perda das melhores memórias da cidade, que testemunha a destruição de seus quintais constituintes da paisagem urbana e também pela falta de uma política mais contundente de arborização pública para a Grande Cuiabá, que inclui o município vizinho de Várzea Grande.

A performance foi inicialmente realizada em 2012 no Centro Histórico de Cuiabá, como atividade do Coletivo então em formação na UFMT. Em abril de 2013, a performance constituiu a programação do evento “Performance, Corpo e Política”, em Brasília.

Na Folkcom 2015, Maria Thereza de Oliveira Azevedo disponibilizou as sombrinhas no corredor que conecta o hall do Centro Cultural ao auditório onde se realizavam mesas-redondas e conferências.

O passeio, sob as sombras das árvores do bosque da UFMT, buscou integrar convidados e visitantes da Folkcom 2015 aos debates culturais, artísticos e políticos que atravessam as atividades do Coletivo à Deriva no âmbito do PPG ECCO-UFMT.





Texto: Assessoria Folkcom 2015 
Fotos: Junia Martins



Teatro de bonecos faz releitura da lenda do Minhocão

Na tradição do teatro de bonecos, que tem as mais variadas formas, a atriz e diretora Raquel Mutzenberg apresentou seu trabalho de pesquisa em artes cênicas no dia 11 de junho, segundo dia da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação.

Raquel Mutzenberg, formada em jornalismo e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO-UFMT), levou para a Folkcom 2015 a Caixa do Agustino, na qual apresenta o espetáculo “Agustino: Peixe Grande”.

Com duração de três minutos, “Agustino: Peixe Grande” narra, nas formas do teatro de bonecos animados, a breve história do pescador embriagado e devorado por um peixe grande.

O rio oferece, o rio toma de volta: assim, Raquel Mutzenberg faz a releitura cênica de uma das mais conhecidas narrativas do folclore cuiabano: a lenda do Minhocão do Pari, que se refere a narrativas populares sobre um animal que seria uma espécie de minhocão-serpente, visto por inúmeras pessoas nas águas do rio Cuiabá, na região do Pari, que hoje incorpora bairros como Jardim Araçá.

A experimentação com teatro de formas animadas é o primeiro trabalho solo da atriz, que é membro e fundadora do Teatro de Brinquedo. A trilha sonora é de William Kanashiro e o apoio técnico, de Paulo Gorayeb.

O boneco, feito de modo artesanal e desenvolvido em oficinas, é manipulado pela própria atriz dentro de um equipamento artesanal parecido com antigas máquinas fotográficas estilo “lambe-lambe”, que povoavam a imaginação de décadas anteriores e instiga as atuais.

A audiência é individual: cada espectador se senta num banquinho, usa um fone de ouvido para ouvir a trilha sonora produzida por William Kanashiro, enquanto observa, através de um orifício, a animação do boneco no interior da caixa, manipulado por Raquel Mutzenberg.

Durante a Folkcom, participantes da conferência e visitantes puderam conhecer o trabalho de animação com bonecos e as experimentações cênicas da atriz e diretora. Na foto, as meninas Catarina e Isabel, que vieram com os pais Junia Martins e Junior Pinheiro de João Pessoa (PB), assistiram à apresentação da breve cena de animação (ver foto).


Sobre a artista

Mutzenberg, que começou sua carreira de atriz no Teatro Mosaico, do diretor Sandro Lucose, vem desenvolvendo a técnica de teatro de bonecos desde sua participação na peça “Romeu e Julieta”, produzida e encenada em seu período no Mosaico, em 2102.
Em 2015, a atriz e diretora fez estágio de intercâmbio no Chile, como mestranda do PPG ECCO-UFMT, para troca de informações com artistas daquele país e desenvolver técnicas de artes cênicas.

Raquel Mutzenberg participou da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação como membro do Coletivo à Deriva, coordenado pela professora e pesquisadora Maria Thereza de Oliveira Azevedo, do ECCO-UFMT.





Texto: Assessoria de Comunicação Folkcom 2015
Foto: Y. Gushiken



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Performance de Herê Fonseca dialoga com narrativas folclóricas brasileiras

O artista visual Herê Fonseca realizou uma performance no saguão do Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no dia 11 de junho, à tarde, dando início às atividades culturais e artísticas do segundo dia da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, em Cuiabá.

Enquanto membros da Rede Folkcom e convidados realizavam mesas-redondas e promoviam debates sobre a interface entre folkcomunicação e decolonialidade no Auditório do Centro Cultural, Herê Fonseca começava a pintar, com esboços firmes e pincelas rápidas, a tela que depois viria a ser exposta junto com outras atividades do dia.

A partir do imaginário brasileiro sobre lendas e outras narrativas folclóricas, Herê Fonseca propôs produzir, diante do público de pesquisadores e visitantes da Folkcom, uma tela de 2 m x 2,5m, que aos poucos ganhava formas e cores.

O esboço da obra teve participação dos conferencistas e visitantes que passavam pelo saguão. Herê Fonseca perguntava aos observadores da performance de que elementos folclóricos eles se lembravam ali naquele momento.

As informações do público, reelaboradas pelo artista naquele momento, junto com sua própria vivência nos interiores de Minas Gerais e de São Paulo, ganhavam atualização na tela, com formas que sugerem a imaginação de seres fantásticos das lendas brasileiras. O resultado, que pôde ser conferido horas mais tarde, apresentava uma tela com cores escuras, das quais sobressaíam figuras geométricas das bandeirinhas de festas de santo e imagens panorâmicas, em tons de amarelo, azul, vermelho com formas de personagens lendários.

Herê Fonseca, que costuma experimentar vários procedimentos poéticos, cria as próprias cores e tons de cores, aplicando, na performance da Folkcom, pigmentos em tinta látex sobre tela de madeira.

À noite, encerrada a fase de pintura, a tela ficou exposta no saguão do Centro Cultural podendo ser vista pelos conferencistas e visitantes da Folkcom. A tela, doada à UFMT, passa a integrar o patrimônio da universidade e deverá ganhar um espaço no Instituto de Linguagens.

Na exposição “O que é que a cidade tem?”, no Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP) da UFMT, há móbiles feitos de papel marchê, outra experimentação poética também de autoria de Herê Fonseca.

Herê Fonseca participou da XVII Conferência Folkcom a convite da coordenação local e da direção artística e cultural do evento.



Texto: Assessoria de Comunicação Folkcom 2015
Foto: Ângela Coradini


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Saberes e conhecimentos das violas de cocho e caipira são tema da Folkcom

Nesta sexta-feira (12), a Folkcom Cuiabá recebe como convidado o violeiro e pesquisador Roberto Corrêa, que será o responsável por realizar a conferência de encerramento do evento, denominada "Viola Caipira, Viola de Cocho: Saberes Outros na Cultura Popular Brasileira".

Natural de Campina Verde (MG), Corrêa tem sua trajetória marcada pelo envolvimento com a cultura musical brasileira, como instrumentista, pesquisador e compositor.

Doutor em Musicologia pela Universidade de São Paulo (USP), é um dos responsáveis por introduzir a viola caipira e a viola de cocho nos circuitos acadêmicos do Brasil, além de levar a sonoridade dos instrumentos em apresentações mundo afora.

Por mais de três décadas o professor percorreu o país estudando a viola caipira e a forma como é tocada em diferentes espaços. Entre a academia e o homem do campo, buscou desenvolver novos métodos para expandir a versátil sonoridade do instrumento, tanto no ambiente popular como no erudito. Suas obras foram pioneiras na investigação da história e do imaginário cultural construído pela viola entre as manifestações musicais do Brasil central.

Em 1982, Corrêa conheceu a viola de cocho, largamente usada em manifestações da cultura popular mato-grossense e hoje patrimônio imaterial brasileiro. São de sua autoria o disco "Cururu e outras danças" e o livro "Viola de Cocho", ambos resultados de uma pesquisa do Instituto Nacional do Folclore.

Os estudos de Roberto Corrêa apontam que a chamada música caipira, ainda marginalizada, tem encontrado outros caminhos de inserção no país, reinventando a tradição depurada da experiência do homem interiorano em sua relação com a natureza e a sociedade.


Na conferência em Cuiabá, o estudioso terá a sua fala mediada pela presidente da Rede Folkcom, Maria Érica de Oliveira Lima, professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Andreza Pereira - Assessoria Folkcom
Foto: Ricardo Labastier

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Uma ilha ao sul do Chile, seu povo e as transformações ao longo do tempo: publicação traz reflexões

Resultado das incursões de Cristian Yañez Aguilar à uma ilha situada ao sul do Chile, o livro "Quehui: memorias de una isla del sur", evidencia e detalha as transformações que atingem a cultura popular, tradições e a história de um povo ao longo do tempo, com a chegada da modernidade.

A publicação será lançada nesta quinta-feira (11), às 19h30, no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), como parte da programação da Folkcom Cuiabá.

Professor e pesquisador da Universidad Austral de Chile, Aguilar começou a elaborar o livro aos 12 anos de idade, quando, na ocasião, agraciado pelo pai com uma câmera, passou a colher depoimentos dos habitantes de Quehui, uma pequena ilha parte do arquipélago de Chiloé, onde vivem cerca de mil pessoas.

As visitas de Cristian aconteciam geralmente no verão, quando acompanhava sua família em férias.

"Era por pura curiosidade. Foi uma forma que encontrei para poder utilizar a câmera. Gostava de conversar com as pessoas, de saber sobre a história de seus antepassados, seus costumes, sua forma de ver e se relacionar com a paisagem que os abrigava", explicou.

As conversas de Aguilar junto à comunidade da ilha durou sete anos. Nesse período, o esboço do que viria a ser o livro se desenvolveu, por meio das anotações - despretensiosas, segundo ele.

Convencido por amigos pesquisadores, decidiu, tempos depois, a recuperar as memórias para organizar a publicação.

"A realidade social se reconstrói mediante estas memórias e permite compreender os efeitos de fragmentação e câmbio social que tem ocorrido na ilha, com a modernização e a influência do neoliberalismo na área", conclui.

Assessoria Folkcom

Saberes e fazeres tradicionais como foco no segundo dia da Folkcom

O segundo dia da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação tem como foco discussões acerca dos saberes e os fazeres tradicionais e a decolonialidade na comunicação e nas artes. Soma-se às discussões teóricas uma variada programação cultural, sendo o Centro Cultural da UFMT o palco dessas atividades.

A primeira mesa do dia reserva, “Saberes e fazeres tradicionais: Epistemes Outras e ativismo na comunicação e na cultura contemporânea”, será mediada pela professora Maria José Oliveira (Ifal/Alagoas e Rede Folkcom), e terá como debatedores os professores José Carlos Leite (ECCO-UFMT/Cuiabá), Celso Francisco Gayoso (UFSB/Teixeira de Freitas-BA) e Cristian Yañez Aguilar (UACh, Universidad Austral de Chile/Valdívia e Rede Folkcom).

A programação segue com a leitura de uma mensagem do professor José Marques de Melo à Folkcom 2015, “Folkcomunicação, Ano 50: Brasileirismo beltraniano pede passagem aos gatekeepers na Aldeia de McLuhan”. O texto será lido por Maria Cristina Gobbi, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e integrante da Rede Folkcom.

Às 10h30 acontece uma conferência especial com a antropóloga Luitgarde Cavalcanti (Uerj/Rio de Janeiro e Rede Folkcom). O tema será “Saberes populares na modernização brasileira: Histórias à margem da História?”, e a apresentação e mediação ficará por conta de Iury Parente Aragão (Umesp/São Bernardo do Campo e Rede Folkcom).

 Decolonialidade

A parte da tarde será dedicada ao pensamento decolonial, um dos motes desta XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação. A mesa “Folkcomunicação, decolonialidade e Epistemologias do Sul: Intervenção e crítica social na comunicação e na cultura” será composta pelos professores Sérgio Luis Gadini (UEPG/Ponta Grossa e Rede Folkcom), Larissa Menendez (ECCO-UFMT/Cuiabá) e Naine Terena de Jesus (Povo Terena e NEC-UFMT). A mediação será feita por Junia Martins (UFPB/João Pessoa e Rede Folkcom)

Às 16h começa a mesa “Poéticas dos sertões, cerrados, pantanais: Abordagens folkcomunicacionais e decoloniais na comunicação e nas artes (literatura, artes do corpo e música), com Eliane Mergulhão (Fatec/São José dos Campos e Rede Folkcom), Maria Thereza de Oliveira Azevedo (ECCO-UFMT/Cuiabá) e Abel dos Anjos (UFMT/Cuiabá). A mediação estará a cargo da professora Cristina Schmidt (UMC/Mogi das Cruzes e Rede Folkcom).

 Programação Cultural

As atividades culturais começarão às 18h30, com a abertura da mostra fotográfica “Cidades Folkcomunicacionais e Territórios Decoloniais”, no Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP-UFMT).

Soma-se isso o lançamento de livros de pesquisadores da Rede Folkcom e da UFMT, também no MACP.

A programação cultural inclui ainda uma intervenção do Coletivo à Deriva, sob direção da professora Maria Thereza Azevedo (ECCO-UFMT).

Assessoria Folkcom

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Marcas folk na produção literária de Beltrão

A professora e pesquisadora Eliane Mergulhão, da Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos-SP, fará o lançamento do livro “Marcas folkcomunicacionais na obra literária de Luiz Beltrão”, durante a XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação.

O lançamento será no dia 11 de junho, às 19h30, durante a abertura da Mostra Fotográfica Cidades Folkcomunicacionais e Territórios Decoloniais, no Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP) da UFMT.

Em sua obra literária, menos conhecida que as obras científicas, Luiz Beltrão tece narrativas que descrevem a realidade dos grupos oprimidos, descortinando o cotidiano das classes desfavorecidas, sempre em confronto com os poderes políticos e sociais.

Nesse estudo, a autora busca verificar em que medida a obra literária de Beltrão engendra também elementos constantes nos estudos de folkcomunicação, como perspectiva teórica comunicacional dos excluídos.

“Para este estudo foram selecionados contos e romances, com o objetivo de se encontrar no texto literário marcas identificadoras da Folkcomunicação, já que a própria trama narrativa de Luiz Beltrão se dá, freqüentemente, na presença do embate político-ideológico entre cultura acadêmica e cultura popular, salientando ainda diferenças sociais extremadas”, descreve a autora no resumo do livro.

Com apoio teórico do sociólogo Pierre Bourdieu, que postula a teoria dos campos e desenvolve o conceito de habitus, levanta-se um conjunto de crenças e práticas sociais que concretizam a identidade dos indivíduos em sociedade, particularmente no grupo dos excluídos.

Assim, a pesquisa tem por objetivo verificar se, na obra literária de Luiz Beltrão, elementos da Folkcomunicação já estavam presentes, conforme postulam as hipóteses levantadas no trabalho de pesquisa.

Os resultados obtidos apontam que serão necessários outros estudos de análise para que se possam confirmar plenamente as hipóteses levantadas. No entanto, ficam evidentes as escolhas do autor sempre voltadas para os grupos sociais excluídos, sem voz social de relevo no universo comunicacional.

Assessoria Folkcom

Música e performance dão início à programação cultural da Folkcom Cuiabá

A programação cultural da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, evento que acontece em Cuiabá, terá início nesta quarta-feira (10), com as performances do Coletivo à Deriva, da cantora Vera Capilé e do multi-instrumentista Abel dos Anjos. As apresentações ocorrem logo após a cerimônia de abertura, marcada para às 19h, no Centro Cultural da UFMT.

Liderado pelo professora doutora Maria Thereza Azevedo - que também é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO) da UFMT -, o Coletivo à Deriva realiza, desde 2009, intervenções urbanas pela cidade de Cuiabá. Para o evento, são esperadas manifestações do grupo não só nesta quarta-feira, mas também durante o decorrer do Folkcom - que ocorre até a próxima sexta-feira (12), na UFMT.

Tradicionais músicos da região mato-grossense, Vera Capilé e Abel dos Anjos desenvolvem juntos uma parceria permanente, caracterizada pela proximidade com a cultura popular, dialogando, portanto, com a teoria da folkcomunicação. Influenciados pelos sons da viola-de-cocho, da bruaca, do adufo e do ganzá, a dupla interpreta músicas de compositores "da terra" , como também de concertos, que incluem nomes como Villa Lobos.

A folkcomunicação é uma teoria brasileira formulada originalmente pelo jornalista e pesquisador brasileiro Luiz Beltrão, sendo denominada como um "processo de intercâmbio de mensagens através de agentes e meios ligados, direta ou indiretamente, ao folclore".

São previstas apresentações culturais em todas as noites do evento.

Decolonialidade e cerimônia de abertura

A conferência este ano dialoga também com o pensamento decolonial, cujo foco teórico busca dar ênfase a uma reflexão sobre o desenvolvimento da América Latina de acordo com uma abordagem política e cultural de pensadores latino-americanos.

Grande parte desse pensamento pode ser conferido no endereço virtual do Centro de Estudios y Actualización en Pensamiento Político, Decolonialidad e Interculturalidad (CEAPEDI).

A coordenadora do CEAPEDI, professora doutora Eugenia Borsani, será a conferencista da cerimônia de abertura da Folkcom Cuiabá.

Helson França - Assessoria Folkcom

terça-feira, 9 de junho de 2015

Oficinas e minicursos terão início na manhã desta quarta-feira (10)

Nesta quarta-feira (10) serão realizadas oficinas e minicursos em diversas salas do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso. As atividades acontecem das 8h ao meio-dia e fazem parte da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, evento que acontece no campus Cuiabá, até a próxima sexta-feira (12).

Na sala 37 ocorre a oficina “Hospedagem Solidária: Redes de afeto e de interações culturais na contemporaneidade”, a ser ministrada pela professora Junia Martins. Ela é mestre em Comunicação e Culturas Midiáticas (UFPB) e pesquisadora associada à Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), à Associação Latino-americana de Investigadores da Folkcomunicação (Alaic) e à Rede Folkcom.

A oficina traz o estudo de caso do projeto de hospedagem solidária oferecido pelo Congresso Intercom Nordeste 2014, sediado em João Pessoa-PB, tendo como objetivo oferecer as ferramentas básicas para a realização de um projeto deste tipo - e, ao mesmo tempo, incitar o diálogo sobre a humanização das relações.

Já o professor Marcelo Pires de Oliveira será o responsável por ofertar a oficina “História em quadrinhos como ferramenta de ensino e leitura”, que ocorrerá na sala 33. A intenção será de demonstrar como as histórias em quadrinhos podem ser uma importante ferramenta entre crianças e jovens no ensino da leitura.

"Breve História das Histórias em Quadrinhos", "Quadrinhos é Arte", "Tipologia das Histórias em Quadrinhos" e "Modelos de ensino de leitura com HQs" serão alguns dos conteúdos a serem trabalhados na oficina.

O jornalista Júnior Pinheiro, mestrando do programa de Pós Graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas (UFPB) e também coordenador da TV UFPB, ministrará o minicurso de Vídeo Popular e Movimentos Sociais. A atividade pretende familiarizar pesquisadores e profissionais da comunicação às potencialidades das novas tecnologias audiovisuais e à produção de conteúdo comunitário e popular de baixo orçamento.

Além disso, tem a intenção de analisar os usos e efeitos do vídeo em causas sociais, como, por exemplo, nas manifestações populares, ocorridas em várias partes do mundo, nos últimos anos.

As inscrições para as oficinas podem ser feitas por meio deste blog e também no próprio dia, no saguão do IL.

Helson França - Assessoria Folkcom

Mais uma oportunidade para participação no curso de Folkmarketing e Novas Tecnologias

Nesta terça-feira (9), às 14h, será dada continuidade ao curso de Folkmarketing e Novas Tecnologias, que teve início ontem. Ministrado pelo professor pós-doutor Severino Alves de Lucena Filho, o curso será oferecido na sala 37 do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Grosso
(UFMT), campus Cuiabá.

O objetivo da atividade é analisar  o conceito e as características do processo comunicacional do folkmarketing, dando ao contexto das novas tecnologias e discursos organizacionais como um  processo estratégico.

Interessados na obtenção do certificado de participação no curso devem pagar à coordenação um valor de R$ 20.

Em Cuiabá pela primeira vez para participar da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, Lucena classificou o primeiro dia de trabalho - ou de encontro, como ele prefere ressaltar - como uma "grande troca de energia humana".

"A minha avaliação se pauta pelo lado intelectual, mas a interação e interesse aqui demonstrados foram além. O envolvimento da turma, com colocações pontuais, ora indo pelo lado mais emotivo, ora pelo lado mais irônico, tornou a atividade muito atraente", afirmou.

Pós-doutor em Comunicação e Cultura, o professor Lucena atua principalmente nas temáticas relacionais às festas populares, comunicação, cultura organizacional e turismo cultural.

Uma de suas publicações, que poderá ser adquirida no curso, é o livro Festa Junina em Portugal: marcas culturais no contexto de folkmarketing. O valor é R$ 10.

Helson França - Assessoria Folkcom
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